Gestão de pessoas, Sem categoria

5 dicas da Comunicação Não Violenta que todo líder precisa conhecer

Post Comunicação

Há alguns dias participei de um Workshop sobre Comunicação Não Violenta (CNV) e percebi como algumas mudanças sutis podem fazer a diferença e melhorar a qualidade das relações, o envolvimento das pessoas e a conexão com os objetivos da equipe.

A CNV é um processo conhecido por sua capacidade de inspirar ação compassiva e solidária. Ensinada há mais que 40 anos por uma rede mundial de mediadores, facilitadores e agentes voluntários, a CNV foi fundada pelo psicólogo Dr. Marshall Rosenberg.

No coração da CNV está a dinâmica que dá fundamento à cooperação, uma vez que nós seres humanos agimos para atender necessidades, princípios e valores básicos e universais. Com a consciência que esta constatação nos fornece, passamos a enxergar a mensagem por trás das palavras e ações dos outros, e de nós mesmos, independente de como são comunicadas. Assim, as críticas pessoais, rótulos e julgamentos dos outros, são revelados como expressões de necessidades não atendidas. Praticar CNV é um convite para você olhar para dentro e para o outro com outros olhos, com empatia e compaixão.

Comunicação Não Violenta

Listamos 5 dicas da CNV que podem te ajudar:

1. Identifique e atente-se para os 4 componentes da comunicação: observação, sentimentos, necessidades e pedidos

Em um primeiro momento, devemos observar o que está acontecendo de fato, sem julgar e sem juízo de valores. Assim, temos uma declaração do que estamos observando que pode (ou não) ter nos agradado. Em seguida, identificamos e nomeamos o que estamos sentindo em relação ao que observamos (felicidade, tristeza, mágoa, irritação, dentre outros).

Então, informamos as nossas necessidades, valores e desejos que estão conectados aos sentimentos que nomeamos anteriormente. Em outras palavras, quais são as nossas necessidades que nos fizeram sentir daquela maneira. Por fim, podemos pedir que determinadas ações concretas sejam realizadas, de forma a atender nossas necessidades.

Um exemplo de como podemos nos comunicar usando estes 4 componentes seria: gastamos no projeto mais do que foi orçado e estou preocupada, pois para mim é muito importante cumprir com o que combinamos com o cliente. Gostaria de te pedir para analisar o que podemos fazer para que isso não ocorra novamente.

2. Evite interpretações e julgamentos

Apesar de todos nós concordarmos que não devemos julgar uns aos outros, fazer isso na prática é muito difícil. Quando você faz declarações como: “Ela nunca cumpre o prazo”; “Ele é desorganizado”; “Você não sabe receber feedback”, você está atribuindo valores às pessoas.

Se tentarmos reformular estas sentenças e remover o julgamento, elas poderiam ficar assim: “Seus 2 últimos projetos atrasaram 10 e 15 dias”; “Nas 3 vezes que eu entrei na sua sala esta semana sua mesa estava cheia de materiais espalhados”; “Te dei um feedback ontem e você ficou se justificando”.

3. Faça pedidos concretos, positivos e que possam ser verificados

Uma grande dificuldade nossa é fazer um pedido, porque muitas vezes não sabemos aquilo que queremos pedir. E por que? Se pensarmos que temos necessidades ou valores e o atendimento (ou não) dessas necessidades e valores desencadeia sentimentos em nós, temos a oportunidade de fazer pedidos que nos ajude. Mas se nós não identificarmos as nossas necessidades antes, e só focarmos em nossos sentimentos e no julgamento dos outros, então fica quase impossível identificar aquilo que realmente queremos pedir.

Se conseguirmos identificar nossas necessidades, relacionando-as aos nossos sentimentos, é mais fácil fazer um pedido. Porém, isso não é tudo, porque temos que fazer pedidos claros e objetivos às pessoas. Pedidos realizados com uma linguagem positiva são mais fáceis de serem entendidos, ou seja, é bem mais simples entender o que uma pessoa quer que nós façamos do que entender o que ela não quer que façamos.

4. Desenvolva a escuta empática

Para Marshall Rosenberg, empatia significa esvaziar a mente e ouvir com todo o nosso ser. Precisamos estar presentes para o outro, tentando identificar suas necessidades e sentimentos, oferecendo compaixão e acolhimento.

É comum nós nos preocuparmos mais em dar conselhos, ajudar a resolver a situação ou contar nossas experiências quando, na verdade, não se trata de nós, mas do outro.

5. Experimente trocar as palavras obrigada/o, de nada e desculpe por, respectivamente grata/o, foi um prazer e sinto muito

A palavra obrigada/o está relacionada a obrigação e na verdade o que você quer ao dizer obrigada/o é agradecer, assim é melhor dizer que você é grata/o. Ao dizer “de nada”, você está menosprezando algo que fez, que pode até ter te custado tempo, empenho etc. Neste sentido, seria melhor dizer “foi um prazer”. Por fim, quando você se desculpa, no fundo quer dizer que sente pelo que ocorreu, assim seria melhor dizer “sinto muito”.

Com estas dicas podemos ver que a CNV não é apenas um método de comunicação, mas um jeito diferente de enxergar a vida e as relações com outras pessoas, sempre com empatia e compaixão.

Você aplica a CNV no seu dia-a-dia? Deixe um comentário.

Banner HINC