Exposição de caixa: como garantir a viabilidade de projetos


<strong>Exposição de caixa: como garantir a viabilidade de projetos</strong>

Existem diversos indicadores que podem ser calculados e rastreados para avaliar a viabilidade de projetos e investimentos. Valor Presente Líquido (VPL), payback e Taxa Interna de Retorno (TIR) são apenas alguns exemplos de indicadores de performance que podem ajudar nessa avaliação e na priorização de projetos.

No entanto, quando se projeta um resultado, é muito comum que as despesas sejam subvalorizadas e as receitas sejam infladas. Ou seja, trabalha-se com uma margem de incertezas muito grande.

Sendo assim, há um outro índice que pode trazer mais precisão para as análises. A exposição de caixa parte de uma perspectiva “pessimista”. Isso porque esse indicador representa o quanto deverá ser retirado do caixa da empresa em seu pior momento para garantir suas operações.

A seguir, vamos entender melhor sobre a exposição de caixa na construção civil e sua relação com a viabilidade de projetos. Acompanhe!

O que é exposição de caixa para construtoras?

Como vimos, a exposição de caixa é um índice que detalha o investimento necessário para que um projeto possa ser executado. Para isso, leva-se em conta o prejuízo projetado para os prazos estipulados.

É importante ressaltar que nem sempre a exposição de caixa equivale ao seu custo total. Isso porque, ao longo do ciclo construtivo, existem diferentes receitas. Isso pode fazer com que o valor necessário para garantir a viabilidade do empreendimento possa ser menor que a soma dos custos.

Juntamente com outros indicadores que já citamos, a exposição de caixa é um balizador importante de investimentos e para a atração de investidores. Afinal, esse indicador mostra a quantia máxima que deve ser aportada para assegurar a viabilidade de projetos e sustentar as próprias operações da empresa.

Leia mais: Gestão estratégica de negócios para construtoras e incorporadoras: a Metodologia Hinc

Como a exposição de caixa ajuda a garantir a viabilidade de projetos?

A exposição de caixa depende da análise do fluxo de caixa da empresa. Isso acontece porque é preciso conhecer a forma como as receitas e despesas são distribuídas ao longo do ciclo de execução do projeto.

Assim, pode-se identificar por quanto tempo o caixa da construtora ficará exposto, ou seja, operando no negativo, e também o ponto em que as contas irão se equilibrar e em que não será mais necessário a alocação de capital.

É a partir da identificação da exposição de caixa que será possível calcular a rentabilidade. Esse índice representa o retorno que poderá ser obtido com o empreendimento. O mesmo vale para a TIR.

Todos esses indicadores trabalham em conjunto na avaliação de viabilidade dos projetos. Com eles em mãos, é possível ter uma estimativa mais realista do ROI (retorno sobre investimento) e projeção mais acurada de custos e despesas.

Leia mais: Como usar indicadores de BI para controlar o fluxo de caixa da construtora ou incorporadora?

Por que investir em BI para gestão financeira em construtoras?

O Business Intelligence (BI) é um importante aliado para uma gestão financeira bem feita e inteligente. Devemos nos lembrar que, na construção civil, as empresas têm que lidar com um extenso volume de informações, o que pode tornar o gerenciamento financeiro altamente complexo.

Diante da grande quantidade de informações, a falta de organização e a presença de dados pouco confiáveis são a tempestade perfeita para falhas, erros e prejuízos.

O BI atua justamente na estruturação e organização dos dados. Com ele, os gestores têm fácil acesso às informações que precisam para tomar decisões, fazendo com que os dados deixem de ser um foco de preocupação e se tornem o principal insumo para o futuro financeiro da empresa.

Isso posto, podemos destacar alguns benefícios do Business Intelligence em construtoras:

Facilita a identificação de erros

Gargalos e falhas nos processos financeiros podem trazer consequências graves para o caixa da organização, o que pode ameaçar a previsibilidade e o controle do fluxo de caixa.

Impulsiona o crescimento do negócio

O BI traz mais inteligência para a gestão financeira. Com isso, a empresa consegue projetar seu crescimento com mais facilidade. Isso acontece porque torna-se mais fácil identificar oportunidades e tendências de mercado. Assim, pode-se direcionar melhor os esforços e tomar melhores decisões.

Melhor uso de dados

Para uma boa gestão financeira, é imprescindível garantir a coleta, organização e tratamento dos dados. É a partir de um processo bem estruturado que será possível analisar cenários e extrair insights.

O Business Intelligence possibilita análises precisas dessas informações, inclusive por meio do cruzamento de dados de diferentes fontes.

Dessa forma, os gestores conseguem ter uma visão completa dos indicadores da empresa, reduzindo o tempo de resposta, otimizando a alocação de recursos e até mesmo impactando positivamente a produtividade das equipes.

Análise do fluxo de caixa

Ao analisar as informações do fluxo de caixa por meio de ferramentas de Business Intelligence, é mais fácil prever cenários que possam ajudar na tomada de decisão.

Com o BI, a empresa consegue analisar a exposição de caixa de cada obra, projetando vendas e despesas, e aperfeiçoando seu orçamento. E isso é chave para analisar a viabilidade de projetos.

Com a necessidade de se analisar cada vez mais dados, ter uma cultura pautada por indicadores permite às empresas sair um passo à frente da concorrência e melhorar sua gestão financeira.

Para isso, é preciso trazer os dados para o centro das atividades e decisões do negócio: é a chamada cultura data driven.

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